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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As trufas do ano

Aspirante a gastrónomo que se preze tem, na sua bagagem cultural, no que a trufas respeita, a informação  que existem três espécies a colocar no "must try" da lista de coisas a realizar antes que o regime mude: as negras do Périgord, as brancas do Piemonte e... as túberas do Alentejo.

Sim, eu sei, sobrolho levantado dos puristas estrangeirados, sobrancelhas ao alto em simetria dos menos viajados a interrogarem-se sobre a possibilidade de um produto nacional poder ombrear com tamanhos gigantes. Acreditem - é comparável, digo-o eu que sou absolutamente parcial.

E é um motivo de orgulho pensar que as nossas meninas poderão um dia - se a isso chegar o engenho e a arte vendedora de AICEPs e demais eficazes agências promocionais que os nossos governantes vão inventando porque há sempre que mudar qualquer coisa - ombrear com as campeãs, como o recente par de trufas brancas da Toscânia conseguiu, ao ser vendido por cerca de 250.000 euros. 

Sim, está bem escrito, foram mesmo duzentos e cinquenta mil euros por pouco mais de dois quilos.

Eu sei que foi num leilão de caridade e que, nestas coisas, é giro seguir como o John Lennon indicava e abanar as joias (considerando o duplo sentido de jewels em inglês, fico na dúvida sobre as intenções originais do Beatle, mas enfim...). Fica bem na fotografia, mesmo provindo as trufas da Toscânia (provavelmente, acabarão ou numa vitrina para turista ver, com etiqueta a tiracolo ou num jantar de caridade a preços equivalentes em que o mais importante não será o menu).

Mas é uma esperança. Principalmente porque o benéfico comprador foi esse grande português chamado... Stanley Ho. 

Ho-ho-ho que vem aí o Natal!

Nota: a história mais completa aqui.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Túberas, onde as comprar?

Abro aqui um post interactivo com o futuro. Perguntam-me onde se poderão comprar túberas e, para além de eu não saber de nenhum local, nem fixo nem eventual, a internet, na sua googolidade de informação, também parece não saber.

Ficam aqui as escassas dicas encontradas, na esperança de virem a ser completadas pelos leitores. Num futuro, quem sabe...

1. No mercado de Estremoz junto à Policia (juntamente com os Espargos e os cogumelos);

2. Portel;

3. Couço;

4. Loja da Herdade do Freixo do Meio no Mercado da Ribeira, Lisboa


(Nota informativa:

Para os maldizentes, as túberas portuguesas não chegam aos calcanhares das trufas do Périgord ("trufes", negras) e do Piemonte ("tartufi", brancas), principalmente em termos de aroma. Mas as túberas não são da mesma variedade daquelas. A sua maior zona de crescimento parece ser o Alentejo, onde se encontram as Terfezia arenaria e Terfezia leptoderma. A primeira cresce em areias e tem o seu optimo de produtividade nas bacias do Tejo e Sado. A segunda produz muito menos em solos xistosos do interior.

Quanto às trufas-trufas, a par de Trás-os-Montes, as áreas potenciais são também no Alentejo, designadamente os calcários de Moura e Campo Maior.)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Confusões

Em espanhol, criadillos são criaditos mas criadillas são testículos de boi, entre nós conhecidos por túbaros.

Não confundir com túberas que são as nossas trufas brancas, Ora as túberas também por cá se conhecem como criadilhas as quais deverão confundir e muito nuestros hermanos. Porque, para eles as trufas são... trufas e as criadilhas, já sabemos, são... cojones.

E já que falamos de trufas, um cheirinho das disponibilidades em Portugal e Espanha.