Um dia, na "Hora Espanhola", uma taberna bem flamenga ali para a Calçada Marquês de Abrantes, descobri a "mojama" petisco huelvense (também de Cadiz e de Almeria) que me levou ao céu.
Uma semana depois, encontrei à venda na minha Mercearia favorita a muxama nacional, que é produzida há séculos no mui português Algarve (as Conservas Dâmaso produzem-na industrialmente em Vila Real de Santo António).
E o que é a muxama? Um manjar dos mortais. Lombos de atum preservados primeiro em sal e secos seguidamente ao quente ar da região (agora, com a UE em cima, secos em câmaras especiais). Servidos em fatias finíssimas, untadas de azeite e acompanhadas de um pão de trigo de forno não-industrial. Absolutamente soberbo.
Não é à toa que lhe chamam o presunto do mar. Pata Negra. Ou Parma.
(Em Lisboa, a Mercearia Criativa tem-a à venda)
