quarta-feira, 13 de junho de 2012

Lunch at Noma

A minha boa amiga A. está agora também a ver este video:

Noma: Staff Meal on Nowness.com.

A única - pequena, diminuta, insignificante quase - diferença é que o está a ver ao vivo...

God frokost, kaerest, e não te esqueças do que te pedi!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dim Sum em Hong Kong

Já lá tinha ido num dia de casa muito cheia e, após um tempo interminável junto à porta sem que algum dos empregados se preocupasse em informar se a espera era pouca ou de desespero, desisti sem me sentir tentado a voltar.

Informações posteriores sobre a existência de listas paralelas para locais e turistas (nota bene: NÓS somos os turistas) se me aguçaram em muito a curiosidade também prolongaram a minha hesitação: comida para turista ocidental já a provei suficientemente para dela não fazer um objectivo de vida.

Até que (há sempre um até que nestas coisas dos textos para outrém, não é?) em passando pela rua à procura de inspiração para o jantar, lá estava a casa semi-vazia, a piscar o olho asiático, bah um dia não são dias, entremos e seja o que Confúcio ditar (pausa para um momento de erudição relativamente barata: Confúcio ditou "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti"; é esperar que os cozinheiros cozinhem para mim o mesmo que pediriam para si próprios).

Primeira surpresa agradável: a profusão de variadades de dim sum, os pequenos "bolos" cozidos a vapor consumidos originalmente no Sul da China como pequeno-almoço ou aperitivo (tapa, snack, escolham a melhor palavra) que ganharam estatuto de delicatessen sem perder a popularidade de street food, espalhando-se pelo país e pelo mundo (para os que nunca cessam de querer saber mais: wikibrit ou wikiolé).

Entre conselhos e intuições, provaram-se estes, ainda fumegantes, infelizmente a aglomerarem-se na mesa que ordem de serviço é noção que não reside nestes estabelecimentos.

cha siu pao 

cha siu cheung

ha kao
siu mai



Bons. Bons mesmo sem o chá verde, tradicional acompanhamento de que prescindi.

Entretanto, por entre os hums e ahs da degustação chegou a versão local do Pato à Pequim.


Com alguns desvios em relação à versão canónica (falta de comparência dos "pinceis" de cebolinho w di pepino; carne em tiras e não em fatia) apresentou-se composto, com a pele estaladiça quanto baste para não deslustrar. Este é o prato ideal para a gulodice e a convivialidade, para ser comido em grupo, as mãos a chocarem-se ou em espera para formar os crepes mandarim (Pok Pang, ensina-me o Solomon) recheados com a pele e os vegetais picelados com o molho hoi sin. Pena ter vindo a meio dos dim sum - os crepes foram esfriando, colando-se os últimos entre si, nuam frente unida contra a degustação.

Pediram-se ainda uns espargos que, surpresa agradável, não eram de lata, com uma confecção que lhes realçou a textura e não lhes eliminou o sabor, ainda que se dispensasse tão lato aproveitamento das partes mais fibrosas.


Feita a estreia, é casa - e caso - para retomar: há por ali ainda muita descoberta a fazer.

Restaurante Grande Palácio Hong Kong
Rua Pascoal de Melo 8A, Lisboa
http://www.restaurante-chines.com
Abertos todos os dias 12:00-01:00

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Portugal Gastronómico #101 - Águeda

(Fonte: Wikipedia)
(Fonte: viajar.clix.pt)

Produtos DOP e IGP:

Integrado na área de produção de:
  • Carne Marinhoa DOP
  • Ovos moles de Aveiro IG

Bebidas:

Vinhos

Integrado na área de produção de:

  • DOP “Bairrada”
  • CASTAS VINHOS TINTOS: Alfrocheiro*, Baga*, Camarate*, Castelão (Periquita1)*, Jaen* e Touriga Nacional*, devendo estas representar, em conjunto ou separadamente, no mínimo, 85% do encepamento, não podendo a casta Baga representar menos de 50%; Aragonez (Tinta Roriz), Bastardo, Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Rufete, Syrah, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Franca. VINHOS BRANCOS: Arinto (Pedernã), Bical, Cercial, Chardonnay, Fernão Pires (Maria Gomes), Pinot Blanc, Rabo de Ovelha, Sauvignon, Sercealinho e Verdelho.
Outras


Produção concelhia:

Vinho


Produtores / Fabricantes:

Vinho
QUINTA DO FERRÃO - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA.
Póvoa da Igreja - Recardães
Tel.: 234 621 617


Pratos típicos característicos do concelho:

Leitão à Bairrada!
Chanfana
Rojões
Lampantana com carne de carneiro ou de cabra
Coelho à moda de Águeda
Bacalhau à Lagareiro (no forno), albardado (frito e com molho de cebolada) e à Ribeirinho (frito)
Sopa do campo
Caldo do lavrador
Arroz de açafrão
Caldeirada de peixe

Doçaria:
Pastel de Águeda
Barrigas de Freira
Fuzis
Sequilhos
Cavacas
Suspiros
Bola da Páscoa
Bolo de S. Pedro
Padas da Veiga

    Restaurantes referenciados:

    Adega do Fidalgo
    Lugar das Almas da Areosa - Aguada de Cima
    Tel: 234 669 501 ; E-mail: adegadofidalgo@gmail.com
    www.facebook.com/pages/Adega-do-Fidalgo/240770832612778?sk=info
    2ª a 6ª: 12:30-15:00 ; 19:00-22:30
    Sab: 19:00-22:30 ; Dom: 12:30-15:00
    Enguias fritas em escabeche da beira-mar, Ovas de bacalhau, Salada de mexilhões de Aveiro; Bacalhau de cura tradicional à lagareiro; Filetes de cavala com crosta de broa, acompanhados de batata, maçã assada e grelos salteados; Polvo marinado em ervas aromáticas, acompanhado de creme de batata e favinhas salteadas com tomate e coentros; Bife de Marinhoa DOP com arroz branco, feijão preto e couve-galega; Bife de lombo de boi com batata frita e legumes grelhados; Costeletão de boi grelhado com migas e batata ensalsada; Bochechas de porco assadas a baixa temperatura, com vinho tinto da Bairrada e tomilho, acompanhadas de arroz de carqueja; Mão de cordeiro de leite assada no forno, com batata à padeiro e legumes salteados; Chanfana à Bairrada. Por encomenda, em forno a lenha: Leitão da Bairrada; Tabuleiro de marinhoa; Cabrito assado em água; Cordeiro na vara inteiro; Galo assado no forno; Caçoila de chanfana à Bairrada.
    Pudim Fidalgo; Arroz doce com fruta macerada em Licor Beirão; Pudim de cevada ovos-moles de Aveiro; Torta de cenoura; Doce de aletria; Pão-de-ló da Celeste.


    Casa Vidal
    Aguada de Cima
    Tel.: 234 241 905 ; www.restaurantevidal.pai.pt
    Leitão Assado, Rojões, Chanfana de Carneiro ou Ovelha


    Eventos de teor gastronómico:

    Festa do Leitão
    http://www.festadoleitao.com/site/

    Agradecimentos:


    Bibliografia:
    Produtos Tradicionais Portugueses, Ed. M.A.D.R.P, 2001
    Guia de Compras-produtos Tradicionais 2011, Ed. QUALIFICA/Publiagro
    Vinhos e Aguardentes de Portugal, Anuário 2009, Ed. Instituto da Vinha e do Vinho I.P.
    Boa Cama, Boa Mesa, 2011, Ed. Expresso
    Guia Restaurantes e Vinhos de Portugal, 2008, Ed. Media Capital Edições
    Guia 564 Restaurantes, 2011, Ed. Global Notícias Publicações SA


    EM CONSTRUÇÃO - O post irá sendo actualizado à medida que novas informações sejam obtidas.
    Achegas e comentários, bem vindos como sempre

    quarta-feira, 6 de junho de 2012

    Masterchef

    Masterchef ou uma bedtime story contada às crianças e ensinada ao povo.


    "As pessoas comuns nunca irão compreender a nossa arte", ladrou o grande Chef à sua brigada de ansiosos jovens cozinheiros. Ninguém reparou em Lorenzo, que se tinha esgueirado para o fundo da sala quando era suposto estar a descascar alho e a retirar sementes aos chillies. "O meu menu, elegante e intelectual, serve dois propósitos - desencoraja os ignorantes de entrar neste lugar reverenciado e é um testamento às minhas proezas!".

    A inteira brigada trabalhava de graça, feliz por ser paga em sabedoria pelo Chef Legross - sabendo também que, seis meses passados, poderiam ter a colocação que quisessem em qualquer restaurante do país. Um começou a preparar uma terrina de foie gras e carapau ligeiramente fumado em aspic, outro o prato de assinatura "espuma lunar" que a iria adornar. Um terceiro começou a desidratar caudas de lagosta para ser pulverizadas e servidas com uma palhinha, a seca crítica de Legross aos excessos modernos. Legross recolheu-se no seu escritório em reflexão, com um cálice de brandy, enquanto a sua filha Délice supervisionava toda a preparação com olhos inexpressivos.

    Lorenzo estava longe da remota aldeia de montanha que era a sua casa. Tinha saudades dos guisados da sua mãe, dos seus bolos e da sua pasta, mas queria muito aprender com o seu Mestre. O seu olhar arregalado seguia os outros enquanto tentava decifrar o que faziam e, mais importante, porquê? Lorenzo nunca tinha visto comida deste calibre e não conseguia compreender. Com o coração nas mãos, sussurrou, "Desculpe, Chef?". Ignorado, repetiu, desta vez mais alto, "Chef Legross!"

    "O que é que tu queres?", chegou a tensa resposta.

    "Desculpe, eu estou aqui só para compreender. Porque é que a sua estimada clientela haveria de querer inalar uma lagosta?"

    Legross virou-se, tão vermelho como a própria lagosta. "Seu italianito nojento! Como é que te atreves a questionar-me ou ao gosto dos teus superiores que conseguem apreciar a minha arte? És pouco mais que um feto! Vai-te - não quero voltar a ver a tua cara!"

    Lorenzo voltou para casa e durante três dias, atrás das cortinas corridas, afundou-se na mágoa de contemplar o fim prematuro da sua carreira. Foi surpreendido por uma batida na porta. Era Délice, linda mesmo na penumbra do vestíbulo. Trazia uma pequena caixa na mão - "Um presente do meu pai", disse com um olhar de desculpa.

    Lorenzo desatou o laço dourado, revelando-se uma cabeça de alho e dois pequenos e já secos chillies. O  cartão que acompanhava dizia apenas "O teu futuro".

    Délice começou a chorar silenciosamente. Lorenzo, gentilmente, fê-la entrar. Limpou-lhe as lágrimas, colocou uma panela com água ao lume, tão salgada quanto aquelas. Cozeu spaghetti, escoou-lhe a água e temperou-o com os rancorosos alho e chillies, um pouco de azeite e nada mais.

    Comeram juntos o aglio e olio sem falar. Délice recomeçou a chorar enquanto comiam - nunca tinha experimentado nada tão delicioso, comida que alimentava o corpo e a alma em vez do intelecto e do ego, comida feita com mais amor do que técnica. Inclinou-se sobre a mesa e os seus lábios, brilhantes pelo azeite e picantes pelo chilli, beijaram Lorenzo em silêncio
    "

    in "BOCCA COOKBOOK" Jacob Kenedy

    terça-feira, 5 de junho de 2012

    Grandes Amigas


    Esta é uma história com um começo - nestes dias de muita agitação palavrosa e pouca acção eficaz - politicamente incorrecto:  uma situação de desemprego que gerou uma oportunidade de negócio.

    Esta é também uma história com um começo politicamente correcto: a Teresa que um dia disse à Vanda, "eu tenho um sonho" e a Vanda que respondeu "eu também".

    Acrescento. Perante o resultado, estes começos acabam por ser notas de rodapé, interessantes para ambientar o leitor mas muito pouco importantes para o essencial.

    O essencial? Bom, o essencial são os bolos divinos que as Amigas & Companhia produzem para o sétimo céu de gulosos, lambareiros e demais alegres possuidores de um (ou vários) sweet tooth. Sétimo céu que se alarga aos restantes mortais (como o presente cronista) que se debrucem com seriedade sobre estas verdadeiras obras de caridade sensorial.

    Em primeiro lugar - porque sim, porque me cativaram, porque são um torpedo que vimos vir direito a nós sem esboçarmos uma reacção que não seja cumprir o desejo de sermos atingidos pelo seu rico sabor plasmado na apelativa apresentação - as Pavlova.

    Homenagem down under (australiana ou neozelandesa, eles ainda não chegaram a consenso) à grande artista russa, o bolo é uma contínua provocação, com a alternância de texturas - o rugoso do merengue exterior, a suavidade das natas, o crocante do nougat -, à imagem das bailarinas que conjugam graciosidade, força física e agilidade. Originalmente merengue (não exactamente o merengue tradicional, antes um merengue duro e crocante no exterior mas macio interiormente), natas e frutos vermelhos, às Amigas ficou reservado (para além do original, com morangos) o prazer da sua recriação em propostas que se vão sobrepondo pelo prazer que proporcionam.

    Natas e doce de ovos, verdadeiramente de comer e chorar (implorar também serve) por mais.



    Natas e mousse de chocolate, uma lambareirice sem fim à vista.




    Mas há mais. As pinhoadas, aterrisagem suave dos adoçados pinhões numa finíssima placa de massa, o doce tradicional da Alcácer do Sal em versão de tarte, muito boa, oh muito boa.



    E uma tarde de requeijão de ovelha de uma suavidade etérea,


    a que se junta um doce de calda de abóbora que é a perfeita companhia, porque é discreto mas presente, suave mas assertivo, leve, leve que só se deseja levá-lo na mala como aquele homem muito brasa que a Gabriela Schaaf desejava há mais anos que me interessa contabilizar.



    E um bolo de chocolate que tenta e não engana.


    E um doce de maracujá que é uma proibição... porque o aroma entranha-se de tal maneira que se é obrigado a provar e comer tudo até limpar o fundo do frasco com a beirinha do indicador.

    E cheesecakes vários, brownies, um bolo rico de noz sem farinha mas com doce de ovos, um bolo de dama (de amêndoa) e doces conventuais. E mais o que a imaginação das duas concatenar a partir dos ingredientes e das ideias sempre à solta naquela cozinha a reluzir de nova.

    Neófitas de longa mareagem, a Teresa e a Vanda, Amigas de Companhia, grandes Amigas.


    "A paixão pelos sabores foi o pontapé inicial da nossa história. Adorávamos proporcionar aos amigos os prazeres das possíveis misturas levadas ao tacho. Depois de algumas experiências gastronómicas bem-sucedidas, e outras, menos bem… as ideias multiplicaram-se, as variadas combinações foram ganhando forma, e, adaptações das receitas de sempre, foram assumindo cada vez mais espaço.
    Hoje quando na brincadeira os amigos nos chamam pasteleiras, ficamos automaticamente com um sorriso na cara :) e isso vale tudo!
    É o início…vamos ver onde nos leva!"

    AMIGAS & COMPANHIA
    Tel.: 968 093 942 ; E-mail: amigasecompanhia.blog@gmail.com
    https://www.facebook.com/profile.php?id=100003709198333&ref=ts

    sábado, 2 de junho de 2012

    Perú Sabe. La comida, arma social



    Do Perú, já sabemos da riqueza e variedade dos seus produtos e dos seus pratos típicos; dos chupes de camarones, dos piqueos, da causa, das pachamancas, dos cebiches, do lomito saltado, do ají de gallina, dos picarones, do suspiro a la limeña, das inúmeras variedades de batatas e tomates e de tudo o mais.

    Saberíamos que, numa população de cerca de 28 milhões, existem 80.000 estudantes de cozinha (o que, aplicado a Portugal, daria quase 30.000)? Que este número é aproximadamente igual ao de praticantes de futebol?

    Imagine-se Portugal com uma loucura pela gastronomia tão grande como pela sua paixão pelo futebol: três jornais diários - um dos quais líder de tiragens - com as páginas esmagadoramente ocupadas por relatos de refeições nos grandes restaurantes, entrevistas a renomados chefes, estrelas em ascensão e candidatos ao estrelato; programas de horas em horário nobre; reportagens em directo em canal aberto... Imagine-se o que este interesse pelo produto nacional traria ao incremento da agricultura, da actividade pesqueira, das indústrias de transformação; as receitas do turismo; as divisas enviadas pelos melhores chefes, transferidos para os grandes restaurantes deste mundo...

    É irreal? Acontece com cada vez maior expressão no Perú - um país que não é europeu, que tem um rendimento per capita bem inferior ao nosso, cuja população não dispõe das oportunidades de estudo que a nossa tem... And yet.

    Gastón Acurio, chef peruano, estrela internacional foi um dos principais responsáveis pela introdução ao resto do mundo da especificidade e qualidade da gastronomia peruana. Neste documentário, a meias com o galáctico Ferran Adrià, conta a história dessa paixão de todo um povo e de como a mesma vem a ser motor de desenvolvimento de todo um país.

    Mais uma vez - vamos lá a acordar, gente!

    sexta-feira, 1 de junho de 2012

    Notas para viagem: Itália (I) - Moleche

    [... pequeno caderno de notas para uso externo]


    "Os Venezianos são famosos pelos seus moleche - pequenos caranguejos da carapaça mole (...)

    Os moleche são difíceis de encontrar, mesmo no Veneto - procure-os nos bons restaurantes. O seu material de origem não é o caranguejo comum, antes o mais pequeno, verde (...) que habita a laguna veneziana. Quando aumentam de tamanho, no Outono ou Primavera, assemelham-se a um banhista gordo num fato de banho reduzido. É nessa altura que os pescadores os apanham, mantendo-os vivos numa atenção permanente. Quando perdem a casca, é tempo de serem encaminhados para o mercado onde são vendidos antes que a nova carapaça endureça. O seu pequeno tamanho (como o de uma aranha grande) é o responsável pela textura estaladiça, como uma etérea pipoca de caranguejo, que apresentam após uma fritura de alguns minutos em azeite. (...)

    Nas raras ocasiões em que me é possível encontrar e comprar moleche crus, amacio-os em leite, passo por farinha, frito a 180-190ºC durante 3-4 minutos e sirvo-os com polenta húmida e finas fatias de laranja passadas por farinha e fritas até ficarem estaladiças ou laranjas sanguíneas e canónigos. (...) Ocasionalmente apanho um voo low cost para Veneza, só para os comer junto à laguna - uma vez que não podem ser encontrados em mais lugar nenhum."
    (Jacob Kennedy, BOCCA COOKBOOK)

    Também eu já estive em Veneza. Mas, ignorante, só tive olhos para os dois Bellini...