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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Whatever happened to Alexandre Silva?

Prosseguindo, neste Agosto de gelatina, com a publicação de algo há muito semi-pronto para tal: as apresentações dos chefs no Peixe em Lisboa, idas há quatro meses para o quartel das memórias gastronómicas de quem a elas assistiu e para a casa do esquecimento de todos os outros.

Houve cozinheiros que me deixaram a lembrança apalatada, uma apreciada e grata recordação, uma certa felicidade pela oportunidade de os conhecer - ou re-conhecer - de contactar com a sua arte, as suas propostas. De sentir as suas criações, em coerência com as suas ideias, consistentes, saborosas, apetecíveis de experimentar e de partilhar. Cozinheiros que justificaram cada minuto empregue em ouvi-los, cozinheiros convidativos que fazem pensar, que são um convite a uma nova visita, um novo encontro, um novo prazer.


O Alexandre Silva não foi nada disto.

Perdido entre uma declarada devoção pelos (agora descobertos?) sabores e saberes do Alentejo e o passado recente que lhe fez o nome e a notoriedade, auto-deslumbrado com a neófita vocação de autor cinematográfico, apresentou pratos que foram... nada. Nem respeitosos com a tradição que afirmou perseguir, nem criações dignas - apenas desinspirados arranjos culinários de produtos locais, atabalhoados, displicentes.





Não sei se o chef aspira mudar de profissão, se entende a estadia no Alentejo profundo como um exílio castigador ou se, como os jogadores do Sporting da época passada, se "esqueceu" de como se faz bem aquilo que já tão bem fez.



Para esta cozinha, para estas propostas, para este quase desprezo, não há mesmo vontade de rumar a Vila Viçosa.

sábado, 29 de junho de 2013

Fausto Airoldi, Cozinha com Identidade


Dois eventos marcaram a passagem do grande mestre português pela edição deste ano do Peixe em Lisboa: o lançamento do seu livro-legado dos primeiros 30 anos de profissão e um show cooking integrado no tema "Fruta em Lisboa nas 4 Estações".


Com fotografias de Adriana Freire, textos introdutórios de Virgílio Gomes e prefácios de Maria de Lourdes Modesto e Henrique Sá Pessoa, o livro é um repositório das melhores criações deste cozinheiros dos cozinheiros, formador de muitas das novas estrelas do panorama restaurativo português e, sem dúvida, o maior especialista do país em cozinha a baixas temperaturas.

A um preço inacreditavelmente baixo face aos custos de produção e ao seu valor intrínseco, constitui um daqueles "must have" tanto para amadores como para colegas de profissão.

Ao vivo, o chef não deixou créditos por mãos alheias. Convidado para a sessão inicial respeitante ao Outono, produziu interessantes combinações entre a outonal fruta e alguns peixes e mariscos.

Lombo de pescada escalfada em azeite com espuma de batata, pêra rocha assada, amêndoa torrada e acelgas ao vapor,


Carabineiro suado em Vinho do Porto branco seco sobre puré de castanhas, espargos verdes, crocante de chouriço e óleo de poejos. As castanhas salteadas em manteiga, fervidas com pastinaga para lhes suavizar o sabor e feitas em puré.




Salmonete corado com foie gras, uvas avinagradas e fricassé de funcho, bouquet de rebentos,



Frutas de Outono em pratos que, pela cor, parecem estivais. Combinações inusitadas, fora do caminho tranquilo mas que merecem ser recriadas. Em casa, porque não?

Quanto ao chef, registo o vazio que a sua partida para Macau criou, tanto na ACPP como nos afortunados palatos de quem tinha a fortuna de degustar as suas criações. Quem sabe um dia, quando estes ares se tornarem menos tóxicos para os empreendedores, o tornaremos a ter entre nós.

Até breve, Fausto!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Virgilio Martinez: Pachamama em Lisboa




Pachamama, mãe terra, o centro do modelo do mundo segundo os povos indígenas do Andes centrais. A terra, a natureza, o que nasce, floresce e morre, o que nos suporta e importa. Omnipresente, fecunda e fértil, generosa e imparcial. Está dentro de nós e à nossa volta.

Virgilio sobre o parque Nacional de Bahuaja Sonene:
1 milhão de hectares,  25% das aves e 34% dos mamíferos do Perú estão lá concentrados. Estima-se que ainda existam espécies animais e vegetais por descobrir.
Da visita que o chef peruano Virgilio Martinez nos fez, da palestra-apresentação do recente Peixe em Lisboa, ficou-me esta primordial impressão: a de estar perante um cozinheiro engajado (oh, palavra tão em desuso!) - com a sua terra mãe, com os seus concidadãos. "Não posso ser indiferente a um país onde tanta gente não tem dinheiro para comer. É um problema estar a falar de alta cozinha, não posso considerar que o Perú vai estar na vanguarda mundial quando há tanta gente que morre de fome.", disse.

Do mesmo modo me cativou a defesa entusiasmada - eu diria militante - dos produtos do seu país, um mosaico heterogéneo de territórios situados entre os 0 e os 4000 metros de altitude, entre um clima marítimo e um clima tropical, entre a praia e a selva. Defesa ou manifesto, com a confecção de pratos com muitos dos ingredientes referidos, com a exibição de videos de alguns dos locais que mais fascinam e entusiasmam o chef.






Escamas de paiche ou pirarucu


Anchova seca ao Sol
A única referência que encontrei relativa ao nome - Muchaveta - é a da junção das palavras anchoveta (da família das anchovas ou boquerones) e muchame, um prato tradicional peruano, de lombo de peixe seco ao Sol, um pouco como a nossa muxama.

Água dos Andes:
quando uma colónia de bactérias - cushuro - esferifica naturalmente a água dos Andes a 4000 metros de altitude.
Ver http://www.materiniciativa.com/bacterias-de-nuestras-punas/



Graviola
Os pratos apresentados compuseram um quadro de uma cozinha de preparação simples mas de complexos sabores, possível pela abundante diversidade de produtos e de variedades dentro de cada um.

O primeiro, o Leite de Tigre (Leche de tigre) bebida para  curar ressacas ou ser simplesmente desfrutada (ainda que "simplesmente" seja um understatement...)

Cebola, coentros, gengibre, sal e o mais importante e mais característico ají amarelo, os constituintes da marinada do ceviche - a maneira peruana, influenciada pela colónia japonesa de degustar peixe cru (enfim,

O Leite de Tigre no ecrã, a preparar-se para a prova
Acompanhou um tiradito feito com tiras de uma muito nacional pescada, a demonstrar o quanto é possível transmutar técnicas e visões, num caminho que começou... muito antes de nós tugasailors termos "dado" novos mundos ao mundo. Diferindo do ceviche na ausência de cebolas, com um piscar de olho - ou vénia - ao japonês sashimi mas também ao italiano carpaccio.





Paiche ou pirarucú, o "bacalhau da Amazônia".






Camarões abertos longitudinalmente com aji, caldo de camarão











Para os mais curiosos, aqui fica um video de uma master class de Virgilio Martinez realizada no mês anterior ao da sua presença em Lisboa no "Melbourne Food and Wine Festival":



Terminando, referência para a sua iniciativa mais recente - mater iniciativa -, um projecto que visa a partilha de informação, a partir de uma perspectiva multidisciplinar, sobre os produtos peruanos. Produtos mas também os produtores, a sua cultura e os seus conhecimentos, a serem descobertos pelo mundo.

Que o mundo os descubre e, principalmente, adapte a sua visão de equilíbrio.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Um Peixe em jeito de conclusão

Terminou a 6ª edição do Peixe em Lisboa que os deuses concedam país suficiente aos seus organizadores para continuarem o sucesso na 7ª edição.

Em modo quase telegráfico, aqui ficam algumas impressões do muito que tive oportunidade de ver, ouvir e saborear:

Do espaço

Da experiência no ex-pavilhão de Portugal não ficaram saudades tal este pátio acomoda bem quem visita e quem expõe. O efeito de estufa da cobertura plástica não chega a incomodar de bem contrariado que é pela instalação de ar condicionado, a área de restauração é aprazível, o auditório tem as condições possíveis mas suficientes para bem enquadrar os convidados.



Única contrariedade - da qual a organização não tem responsabilidade - é o assalto aos bolsos de quem, por vir de longe, chega de carro e tem de usar os parques de estacionamento locais. A que se junta o oficial e propositadamente caótico trânsito da Baixa. Já é conhecido este diálogo de surdos entre a mão direita dos poderes públicos que incentivam e patrocinam eventos como este e a sua mão esquerda que teima em afastar muitos dos seus potenciais consumidores mas continua a espantar...

Dos expositores

A crise é o que é ainda que o decréscimo nos produtores de vinho em exposição não tenha sido tão notório como no ano passado. Quanto aos restantes expositores, quase tudo caras e produtos conhecidos, o que não deslustra - antes pelo contrário: dos gelados da Ice Gourmet, do chef Bertílio Gomes, aos produtos Origemde Trás-os-Montes da chef Justa, do peixe fresco da Açucena Veloso aos cogumelos secos da Terrius, das compotas do Convento dos Cardaes aos chocolates Siopa, tudo são tentações a que se juntam os gadjets da Cesar Gastro, prestes a abrir uma loja em Lisboa.

Dos restaurantes

Novidades e regressos. O Assinatura voltou, proporcionando aos visitantes que o não conhecem uma oportunidade de descobrir as boas propostas do chef Henrique Mouro (ainda que leite creme de ostra me tenha causado grandes reticências). O nóvel Can the Can marcou presença mas o pouco que experimentei não me deixou saudades. O chef Paulo Morais (e já lá vão três anos desde que no Peixe em Lisboa de então anunciou para breve a abertura do Umai!) demonstrou o quão segura a sua mão continua. Ribamar, G-Spot, Avillez, Justa Nobre, continuaram com sucesso a presença dos anos anteriores.

Prego de Atum - Tasca da Esquina
"Corneto" de sapateira e abacate - José Avillez
Rolinhos de courgette - Can the Can

Assinatura

Travesseiro de Sintra na nossa versão - G-Spot

Das apresentações

A serem tratadas indivualmente nos próximos dias. O leque de chefs convidados prometia uma sessão com muitos pontos de interesse, confirmados nuns casos, uma desilusão noutros.

Em altíssimo, refulgente destaque Mauro Uliassi, Pepe Solla e Tomoaki Kanazawa.



Grandes chefs, com elevada capacidade de comunicação, de uma simplicidade e simpatias desarmantes e a demonstrar que com muito pouco se conseguem alcançar enormidades. Belíssimos pedagogos que entendem estas apresentações mais como uma oportunidade de passar uma mensagem - seja a da defesa dos produtos de qualidade ou da qualidade necessária da preparação dos mesmos - e de ensinar, do que um mediafone preparado para divulgar o seu pretenso brilho ou notoriedade. Junto a este trio, Bertílio Gomes. Sem feitio para exibicionismos - no palco ou no prato -, com as mesmas armas dos atrás citados - simpatia, simplicidade, pedagogia -, confirmou o que dele conhecia. Técnica, atenção, criatividade sem fogos de artifício.



Logo a seguir, como é sempre habitual, José Avillez que será o chef português com maiores capacidades de comunicação e de preparação das suas apresentações. Inovação, brilhantismo, numa linha consistente com o apresentado o ano passado.

Grande também a apresentação de Virgilio Marinez, o jovem chef peruano que divulgou alguns dos produtos do seu cada-vez-mais-nas-bocas-do-mundo-gastronómico país e foi o autor da frase que mais me fez reflectir por estes dias: "Valerá a pena falar de produtos gourmet e de jantares de luxo quando metade da população do meu país não tem nada para comer?"


Uma descoberta a seguir com atenção - ainda que não partilhe por enquanto o entusiasmo de Paulina Mata - foi a das propostas da chef Marlene Vieira. Pratos visualmente cuidados - femininos, sim, mas femininos pela atenção aos pormenores, pelas notas de cor - mas que me deixam ainda algumas reticências nas combinações de sabores - que poderão ser mitigadas pela visita que me parece vir a ser próxima ao Avenue.



Muito prejudicado pela total incapacidade de comunicação foi o chef francês Adrien Trouilloud. Técnica apurada, pratos pouco mais que tradicionais.

Igualmente tradicionais os pratos escolhidos pela chef brasileira Bella Masano, no que me pareceu ter sido uma dupla oportunidade perdida. Porque poderia ter trazido exemplos da culinária inventiva que a tem vindo a celebrizar (uma moqueca, mesmo à sua maneira, ou umas lulas recheadas não são propriamente motivo para atravessar o Atlântico...) e, já que partia de pratos tradicionais, poderia ter melhor explicado os quês e porquês das variações por si introduzidas.

Finalmente, as desilusões - e só nos desilude a quem nós queremos, não é?...

Alexandre Silva, a quem a estadia no Alentejo parece ter destruído a vontade de inovar, com propostas situadas num limbo entre a cozinha tradicional alentejana e a cozinha de autor. Terão sido os trabalhos de realização dos dois videos apresentados que lhe roubaram o tempo para a criação? Macambúzia, desinspirada, uma apresentação a que preferia não ter assistido.

Outro tipo de desilusão trouxe-me a apresentação do chef Vitor Matos, autor de uma das mais memoráveis refeições da minha vida. Pratos de um barroquismo exasperante - onde nenhum ingrediente parece ser de mais - e uma falta de rigor nas afirmações que fica mal a um chef "estrelado": "cozinha molecular" é toda a cozinha e, quando se recorre a esferificações, espessantes, gelificantes e toda a restante panóplia de soluções e técnicas que são (foram) bandeira dessa mesmo impropriamente chamada "cozinha molecular" fica mal anunciar as criações como não sendo de "cozinha molecular".


Fica de fora Vitor Sobral por não ter tido hipótese de estar presente na sua apresentação que hoje fechava o Festival.

Do futuro

Escrevi-o o ano passado e volto a escrever. Não será tempo de começar a pensar que a potencialização do futuro passa igualmente pela recuperação e relançamento de partes do passado?

Face às vicissitudes económicas tanto do país como da Europa, face ao que me parecem ser as tendências mais marcantes para os próximos anos na gastronomia mundial - a atenção aos produtos e modos locais, aos modos de preparação mais ancestrais e mais simples, às preparações muito leves -, não será tempo de começar a ousar trilhar um novo caminho que passe por introduzir representantes tanto da cozinha mais popular como da reintrodução de propostas ancestrais da tradição culinária da cidade?

Porque é que os "maneizinhos" inventados por Avillez têm honras de auditório e os "jaquinzinhos" - de que há registos serem vendidos junto ao porto pelo menos desde o século XIV - são ignorados?

Porque não se lança um concurso de caldeiradas - eu sei que as há em todas as cidades com porto de pesca... - em terra de fragateiros?

E porque continuamos, em semana de Peixe, a saber tão pouco das artes e dos seus saberes? De quantas variedades é constituído o melhor peixe do mundo? Em que meses se devem consumir? Como devem ser preparados antes de chegar à lota? Como devem ser preparados para as nossas mãos?

É preciso um japonês como o chef Tomo para no-lo ensinar? Pois que se lhe dê um palco e se juntem cadeiras à sua volta. Cá estaremos para aprender.

E para o ano haverá mais.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Peixe em Lisboa 2013

Vão-se os idos de Março, chega a Primavera e Lisboa, apesar da chuva dissolvente, engalana as suas papilas para mais uma edição do Peixe em Lisboa.



Novamente instalada no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço (é politicamente incorrecto continuar a usar a toponímia monárquico-absolutista?), irá decorrer de 4 a 14 de Abril e, para além das propostas culinárias dos restaurantes residentes, cria expectativas para algumas das acções programadas.

A começar pelas apresentações de cozinha ao vivo - 20! -, onde teremos oportunidade de conhecer as visões de vários chefs internacionais: Pepe Solla (Casa Solla, Pontevedra, *M), dia 12, às 19:00; Bella Masano (Amadeus, São Paulo), dia 6, às 16:00, Virgílio Martinez (Central, Lima, e restaurante Lima, Londres), dia 5, às 19:00, Adrien Trouilloud (Rech, Paris), dia 7, às 18:30 e o italiano Mauro Uliassi (Uliassi, Ancona, **M), dia 8, às 19:00 e comprovar - ou descobrir - a evolução de alguns dos melhores oficiantes nacionais: José Avillez (Belcanto, Lisboa, *M), dia 10, às 19:00; Vitor Matos (Largo do Paço, na Casa da Calçada, Amarante,*M), dia 9, às 19:00; Alexandre Silva (Alentejo Marmòris Hotel & Spa, Vila Viçosa), dia 11, às 19:00, Bertílio Gomes (Chapitô à Mesa, Lisboa), dia 7, às 16:00, Marlene Vieira (Avenue, Lisboa), dia 13, às 19:00, Tomoaki Kanazawa (Tomo, Algés), dia 13, às 16:00


e Vitor Sobral (Tasca da Esquina, Cervejaria da Esquina, Lisboa), dia 14, às 15:00.

No dias 6, às 18:30, uma apresentação conjunta original e que juntará alguns “número 2” de restaurantes de primeira grandeza subordinada ao tema "A Cavala", peixe que de menor só tem o preconceito que o cerca.

Yoji Tokuyoshi, subchefe Osteria Francescana, Modena (Itália), *** M, Matteo Ferrantino, subchefe Vila Joya, Algarve, ** M, Florian Rühlmann, suchefe The Ocean, Algarve, ** M, Leandro Carreira, subchefe Viajante, Londres, * M, David Jesus, subchefe restaurante Belcanto, Lisboa * M, João Rodrigues, subchefe Feitoria, Lisboa, * M, são os convidados. Veremos quanto do seu pensamento está incorporado nas artes dos restaurantes "mãe".  Paralelamente, serão realizados, pelos mesmos, dois jantares na Cantina da Estrela.

Finalmente, para cada uma das estações do ano, haverá uma apresentação seguindo o tema "Fruta em Lisboa nas 4 Estações" na qual se juntarão os sabores e saberes de um chef e de vários especialistas:

"OUTONO", dia 5, às 15:00
Fausto Airoldi, Cristina Oliveira (Professora de Fruticultura do ISA), Alexandra Vieira (Segurança Alimentar), Vasco Veiga (Sortegel), ANP - Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha

"INVERNO", dia 8, às 15:00
Nuno Diniz (York House, Lisboa), Cristina Oliveira (Professora de Fruticultura do ISA), APMA - Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça

"PRIMAVERA", dia 9, às 15:00
Nuno Barros (1300 Taberna, Lisboa), Cristina Oliveira (Professora de Fruticultura do ISA), Alexandra Vieira (Segurança Alimentar)

"VERÃO", dia 12, às 15:00
Miguel Castro Silva (Largo, Lisboa), Cristina Oliveira (Professora de Fruticultura do ISA),Empresa Dona Uva

Como já referi em anos anteriores, a única pena minha é não haver bilhetes especiais para que curiosos e amadores pudessem seguir o conjunto das apresentações, sem um grande rombo orçamental. Ainda que, face às enchentes passadas, se tivesse de aumentar a capacidade do auditório...

A seguir pois, com a maior disponibilidade possível. Eu lá estarei.